sexta-feira, agosto 26, 2005

Plano de combate à sida poderá ser alterado e ter menos verbas

DN 11.08.05

O Governo criou ontem uma nova estrutura que terá como missão aplicar o Plano Nacional de Saúde, em particular nas áreas consideradas prioritárias - HIV/sida, doenças oncológicas, doenças cardiovasculares e ainda saúde de idosos e dependentes. O Alto Comissariado para a Saúde continuará a ser dirigido por Pereira Miguel, mas de forma autónoma da Direcção-Geral da Saúde. Na sequência desta reestruturação, o programa nacional de combate ao HIV/sida, criado no ano passado e que vigora até 2006, pode vir a ser alterado e as verbas repartidas pelas outras três áreas definidas como prioritárias.

Até aqui, o combate ao HIV era feito através da Comissão Nacional, agora extinta. Os recurso desta estrutura, incluindo os funcionários e o orçamento, vão transitar para o Alto Comissariado. Dos dez milhões de euros disponíveis em 2004, três milhões saíram do orçamento de Estado (o restante é financiado pelo Joker da Santa Casa da Misericórdia). Mas a dotação orçamental pode vir a ser agora reduzida, já que haverá um orçamento comum às quatro áreas de intervenção.

Segundo admitiu ao DN o alto comissário, Pereira Miguel, esta restruturação poderá também implicar a reformulação dos programas que foram apresentados há um ano para as doenças oncológicas, cardiovasculares e para os idosos - a este último o Ministério da Saúde acrescentou ainda os dependentes. Para cada uma destas áreas foi escolhido um coordenador, na dependência directa de Pereira Miguel. Mantém-se Leal da Costa (oncologia) e Seabra Gomes (cardiovasculares) e foram ainda nomeados Henrique Barros (sida) e Inês Guerreiro (idosos). Contudo, esta última área tinha já Helena Saldanha como coordenadora. "Uma das hipóteses é manterem-se as duas", disse Pereira Miguel.

Comments:
Ao contrario da ideia que se tem existe muita gente com HIV que tem benefeciado da dotação orçamental que está a ser posta em causa ( vulga 'rubrica HIV ' 4500 pessoas ) que desta forma até agora viam nesta situação a unica forma legal de viver com alguma dignidade , bem como de obeter os medicamentos que não são fornecidos por parte das farmacias hospitalares , para tratar doenças oportunistas os medicamentos têm que ser adequiridos numa farmacia e em seguida o doente em causa seria reçarcido do montante no caso de não ter meios economicos que premiticem fazer o seu pagamento , como esta situação existem ainda 2000 seropositivos que por motivos varios ( e são muitos )que não conseguem arranjar ou não podem trabalhar e nestas situações era assegurado o minimo para que podessem viver ,pois segundo a cordenadora da acção social nacional a verba era demasiado curta para acudir a todos ;tem sido inclosive mantida quase em segredo e se dela falo e porque de toda a situação sou benefeciario ,pois sem tal como seria possivel viver com a pensão atribuida pelo estado a quem se encontra na situação de invalidez ,179.80 Eur mensais , a maior parte dos benefeciarios desta dotação não têm Net ,mas no minimo têm um local aonde dormir ,aonde comer bem como a medicação assegurada ,na maior parte tal como eu gente que ficou seropositiva a muitos anos e com uma idade que não premitia ter descontos ou contratos efectivos para que pudessem manter uma actividade laboral , resta a unica saida do regresso ao mundo do crime . Será essa a saida que os nossos governates vão deixar ? Empurrar quem consegui levantar a cabeça para uma vida de crime e miseria para virem depois lançar as pessoas no degradante mundo dos albergues , e virem mostrar na televisão a ajuda que dão a quem muitas vezes empurrado desta forma para a miseria passa a viver na rua? ou será que alguem conhece a fomula para um casal viver com 360 eur mês e com esta verba pagar renda, agua ,luz ,comida e os restantes medicamentos ?
Ao contrario da maioria infelizmente conheço bem o mundo de que estou a falar , bem como todos os seus meandros e não falem de falta de força de vontade em fazer algo para mudar a situação pois por expriencia propria eu vi a minha inscrição num centro de emprego ser canselada ,por o seu cordenador achar que era uma perca de tempo e um ocupar des espaço na base de dados ter alguem inscrito para emprego ou formação profissional com HIV pois tal era estar a consumir recursos em quem nunca teria saida profissional pois já na altura 2001 era dificil alguem saudavel ter um emprego qual seria a probabelidade de alguem que tem que faltar 3 ou 4 vezes por mês para ir a um hospital ? dai até me empurrarem para a situação de pensionista foi um salto e agora pensam em retirar o tapete ,pois tal como digo sem bem do que estou a falar , bem de mais para o meu gosto mesmo , pois tenho uma vida montada desde 2000 com base nestas dotações orçamentais bem como ajudei algumas pessoas a sair do lamaçal aonde se encontravam atraves do conhecimento e contactos que estableci com as mais diverssas pessoas , desde uma chefe de gabinete do ministro da solidariadade ,cordenadora nacional da acção social bem como diverssas cordenadoras locais . Só pergunto o que vai ser dos 4500 seropositivos que conseguem subreviver por via desta dotação orçamental posta ao despor do I.S.S.S por dotação orçamental vinda directamente do orçamento geral do estado via Ministerio da Saude .
Acho que já está mais do que na altura das pessoas terem a consiencia de que viver como HIV mais tarde ou mais cedo leva irreversivelmente a uma situação de invalidez para uma vida activa dita normal , de que pouco serve meter a cabeça na areia como a avestruz e fazer de conta que só acontesse aos outros ,pois possivelmente a maioria dos seropositivos tinha essa ideia em relação ao proprio HIV e ter a ideia de que estar infectado com HIV não leva a uma situação de invalidez ,pois tarde ou cedo todos os infectados vão passar por tudo aquilo que eu passei e acabar por ficar dependentes de alguem para subreviver , melhor será preparar as coisas para que essa dependencia não se faça sentir na plenitude e não provoque a situação de impotencia completa e uma vontade de desistir da propria vida .
Para que tal não suceda é preciso que sejamos unidos e que saibamos ser uma força de persão com a força suficiente para que sejamos ouvidos , só que para tal é preciso vontade esforço e que deixemos de olhar só para os problemas quando eles nos batem a porta , como é habito do nosso povo olhar para o nosso umbigo e fazer de conta que nada podemos fazer para mudar as coisas mas quando necessitamos achamos sempre que alguem tem obrigação de nos ajudar quando equanto podemos nada fizemos para ajudar a que a nossa situação não chegasse aquele ponto.
 
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