terça-feira, janeiro 24, 2006
Médicos Sem Fronteiras passa para Governo moçambicano programa contra SIDA
Lusa 23.01.06
A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) vai transferir para o governo moçambicano o programa de administração de medicamentos anti-retrovirais, que já beneficia 17 mil afectados pelo HIV/SIDA no país, disse hoje o coordenador do projecto.
Patrick Weiland referiu que os MSF estão a formar médicos, enfermeiros, parteiras e alguns activistas das zonas rurais de Moçambique para ajudar os doentes a manter o mesmo regime de tratamento.
Os MSF pretendem que a provisão dos medicamentos anti-retrovirais pelo sector público seja feita em fases, começando pelo centro de tratamento de HIV/Sida da província de Niassa, norte, onde assistem 380 pacientes por ano. "Discutimos a questão na semana passada em Lichinga (capital provincial de Niassa) e as pessoas entenderam que nós não podemos substituir o Ministério da Saúde", explicou Patrick Weiland.
"O facto de estar provado que certos modelos de tratamento anti-retroviral podem ser administrados por pessoas sem formação médica e com o envolvimento da comunidade também contribui para a decisão dos MSF", referiu. Entretanto, o programa desenvolvido de tratamento anti-SIDA em Maputo levará mais tempo para ser entregue às autoridades de Saúde de Moçambique, disse Weiland, sem avançar mais detalhes.
A taxa de seroprevalência em Moçambique ronda os 16,2 por cento na população adulta (dos 15 aos 49 anos), mas apenas 17 mil moçambicanos recebem tratamento anti-retroviral, dos 20 mil que necessitam do mesmo.
Desde 2001 que os programas de tratamento dos MSF na África Austral, nomeadamente no Malaui, têm surtido efeitos positivos por contar com a forte participação da comunidade, contrariamente ao que acontece em países ocidentais, destacou.
A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) vai transferir para o governo moçambicano o programa de administração de medicamentos anti-retrovirais, que já beneficia 17 mil afectados pelo HIV/SIDA no país, disse hoje o coordenador do projecto.
Patrick Weiland referiu que os MSF estão a formar médicos, enfermeiros, parteiras e alguns activistas das zonas rurais de Moçambique para ajudar os doentes a manter o mesmo regime de tratamento.
Os MSF pretendem que a provisão dos medicamentos anti-retrovirais pelo sector público seja feita em fases, começando pelo centro de tratamento de HIV/Sida da província de Niassa, norte, onde assistem 380 pacientes por ano. "Discutimos a questão na semana passada em Lichinga (capital provincial de Niassa) e as pessoas entenderam que nós não podemos substituir o Ministério da Saúde", explicou Patrick Weiland.
"O facto de estar provado que certos modelos de tratamento anti-retroviral podem ser administrados por pessoas sem formação médica e com o envolvimento da comunidade também contribui para a decisão dos MSF", referiu. Entretanto, o programa desenvolvido de tratamento anti-SIDA em Maputo levará mais tempo para ser entregue às autoridades de Saúde de Moçambique, disse Weiland, sem avançar mais detalhes.
A taxa de seroprevalência em Moçambique ronda os 16,2 por cento na população adulta (dos 15 aos 49 anos), mas apenas 17 mil moçambicanos recebem tratamento anti-retroviral, dos 20 mil que necessitam do mesmo.
Desde 2001 que os programas de tratamento dos MSF na África Austral, nomeadamente no Malaui, têm surtido efeitos positivos por contar com a forte participação da comunidade, contrariamente ao que acontece em países ocidentais, destacou.