quarta-feira, outubro 19, 2005

Investigação da IGS vai além do cartel para tiras-reagentes

Para quando a compra centralizada pelo estado dos medicamentos e diagnósticos?

DN 19.10.05

O ministro da Saúde confirmou ontem "ter pedido" uma investigação ao fornecimento de medicamentos e outros materiais aos hospitais portugueses. Segundo Correia de Campos, a investigação que será elaborada pela Inspecção-Geral da Saúde vai analisar não só os hospitais vítimas do cartel descoberto pela Autoridade da Concorrência, mas terá também como missão descobrir se há mais situações semelhantes. "Queremos saber se há outros casos", afirmou.

Tal como avançou ontem o DN, a Inspecção-Geral da Saúde já pediu formalmente à Autoridade da Concorrência o processo que levou à condenação de cinco laboratórios por combinarem preços a cobrar por tiras reagentes (testes de controlo e diagnóstico da diabetes). O objectivo é perceber se há eventual responsabilidade por parte dos órgãos de gestão na compra de medicamentos que foram combinados e inflaccionados pelos laboratórios.

A cartelização descoberta pela Autoridade da Concorrência repetiu-se por cinco anos, em 36 concursos públicos, promovidos por 22 hospitais de todo o País, mas que apenas foi identificada por um hospital - o Centro Hospitalar de Coimbra, que apresentou queixa à Autoridade da Concorrência. Recorde-se que hoje a abertura de concursos públicos para a compra de medicamentos e outros materiais hospitalares cabe a uma comissão técnica constituída em cada hospital para o efeito e aos conselhos de administração, que têm a palavra final.

"Não temos intenção de penalizar os gestores hospitalares, muitas vezes preocupados em conseguir medicamentos a tempo e horas para os seus hospitais", defendeu Correia de Campos. Para o ministro, esta acção é também importante "pelo seu efeito dissuasor".

Comments:
É na tua pergunta que está a questão , afinal de contas esse é que é o problema. Uma central de compras do estado não existe porque ? e a quem intrassa ( como se não se fizesse uma ideia ). Tudo o ke diz respeito aos problemas detectados nos varios hospitais acabava , pois dexava de haver os tais concursos e comissões que são quem lucra com isto ,e bastava ao hospital Xpto pedir a centar o medicamento Yzc e logo o mesmo estava disponivel para o doente ,não é o estado social nem o doente São alguns dos senhores das comissões hospitalares os que lucram algo com este desnorte,( e não é de medicos em funçoes de medico que estou a falar ) são medicos , farmaceuticos ,são gestores hospitalares etc. Depois cada hospital tem umas 3 comissões, destas e todos têm um ponto de vista difrente e acaba por haver negociações dentro do mesmo hospital entre as difrentes comissões até se chegar a um consenço com a aquesição de medicamentos , tudo isto são custos mais que não seja porque ninguem está ali para trabalhar de borla . Nunca existe consenço e assim é impossivel de se fazer uma boa gestão de recursos ,sejam ela de que indule forem .Tem que haver alguem que neste País que fassa a gestão de stok's , e deixarem quem sabe avaliar as situações de preços e de beneficio custo ,seja do HIV, seja da doença que for e enquanto não for assim situações como a actual no Corry Cabral e em outros hospitais nunca vão ser resolvidas , existe demasiada incompetencia na gestão da saude , pois muitas vezes quem ocupa os gargos de decisão não percebe nada da area , e os nossos politicos que é quem manda são o que são
Um Abraço
 
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