sábado, março 19, 2005

Sida em debate no 'Haja Paciência'

Mais uma vez foi possível assistirmos a um debate televisivo de uma hora sobre resistências e nem sequer ouvir uma única vez mencionada a má prescrição dos tratamentos pelos médicos.
A tonta da apresentadora, Marina Caldas, persistiu em tentar encontrar um culpado único, o coitadinho do doente que não consegue ter uma adesão "como deve ser".
Tendo a redacção escolhido a adesão ao tratamento como ponto fucral no debate sobre resistências, conseguiu ter um painel de quatro especialistas sem sequer ter o melhor especialista, uma pessoa que toma os ditos comprimidos, à mesa.
Tivemos até direito a uma intervenção da ONG fantasma, a AADHVIR, que não faz rigorosamente nada para os doentes, a não ser a auto-promoção na comunicação social . Nota-se que AAD.... vem de "Associação de Apoio aos Doentes".
Haja Paciência...

"A sida está cheia de resistências. Não é apenas a resistência do vírus, propriamente dito, é a resistência social à doença, a resistência da população ao teste, a resistência dos doentes aos fármacos", afirma o infecciologista Kamal Mansinho, um dos participantes no programa Haja Saúde de hoje, a partir das 12.00, na 2.

O tema central do programa é a questão das resistências ao VIH e outros problemas ligados ao tratamento da sida.

Além de Kamal Mansinho, que é director do serviço de infecciologia do Hospital Egas Moniz, participam também Saraiva da Cunha, director do serviço de infecciologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), Ricardo Camacho, virologista do Hospital Egas Moniz, e Vítor Duque, responsável pelo Laboratório de Virologia dos HUC.

Neste programa, o médico Ricardo Camacho põe o dedo em várias feridas, principalmente ao salientar que não podemos banalizar a doença crónica com o intuito de colocar a sida no mesmo patamar da diabetes ou da hipertensão, quando a doença continua a matar pessoas em todo o mundo.

Na plateia do Haja Saúde vão estar ainda os médicos Miguel Raimundo, presidente da Associação de Apoio aos Doentes com Hepatites Virais, e António Carlos, presidente da Aspas - uma organização não governamental (ONG) que presta o seu apoio na zona da Amadora, principalmente em bairros problemáticos como o 6 de Maio e o Cova da Moura.

Amílcar Soares, presidente da Associação Positivo, vai igualmente dar o seu testemunho no decorrer do programa, sobre situações ligadas à terapêutica anti-retrovírica.
(...)

Comments:
Lamentavel a forma como decorreu o programa e parece que a apresentadora tem alguma coisa e ver com as administrações dos hospitais publicos e as respectivas farmaceuticas pois quando o Dr Ricardo Camacho falou na desigualdade existente nos hospitais no que ao acesso as trepeuticas diz respeito a srª apressou-se a por a resposta na boca do Dr Ricardo, querendo afirmar que tal se reportaria somente aos hospitais S.A. mas tendo-lhe sido respondido que não era assim e que o mesmo se passava com Hospitais publicos ,rapidamente soube desviar a conversa;
só me pergunto de que têm medo quando se tenta por a nu aquilo que se está a passar com o Tipranavir e de onde vêm estas ordens que conseguem calar todas as pessoas.
A situação do Tipranavir e do acesso a tal medicamento no que a quem precisa diz respeito, para alem de ridicula faz-me , que puderes se estão a movimentar quando o proprio Ricardo Camacho quando interrogado soubre a falta de compartecipação estatal a estes medicamentos no nosso País responde «nos Países nordicos tal faria cair governos ,mas cá em portugal...» .
Porque raio esta situação não é tornada publica ,quando se tem a certeza de que está a acontecer.
Eu estou indicado para fazer Tipranavir por critérios do laboratório de virologia do Hospital Egas Moniz, concordancia minha, da minha médica assistente (que por acaso tambem é douturada e Professora) com a comcordancia do director do serviço de doenças infecciosas do Hospital Stª Maria (Prof. Francisco Antunes) concordancia do concelho de farmacia do referido hospital mas que me escreveu uma carta assinada por uma asseçora suprior do serviço de farmacia dizendo textoalmente que só por falta da concordancia do Concelho de Administração ainda não foi possivel adequerir o medicamento ; e isto passa-se depois de um pedido de esclareimento da casa civil da Presidencia da Republica .
Pergunto o que falta para denunciar a situação na opinião publica ....

Nuno Fenandes
 
Caro Nuno, já falámos com um jornal de referência acerca da situação do tipranavir e pedimos para esperar com a publicação do artigo. Como sabe, demos até ao fim deste mês para a Boehringer encontrar uma solução interna. Se tal não acontecer antes do fim do mês, avançaremos logo como a imprensa.
um abraço
 
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