quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Fármacos de resgate: a que preço?

Em breve daremos mais notícias acerca dos programas de acesso alargado (2 no Barreiro..., só) do tipranavir em Portugal.

GtT La Noticia del Día 01.02.05

El coste de un antirretroviral puede condicionar su uso más adecuado

Existen antirretrovirales que por sus características se les asigna la denominación de fármacos de rescate. Se trata de compuestos que por ser útiles frente a cepas virales resistentes a los ya existentes no se utilizan en la primera opción de tratamiento, sino que se reservan para cuando otras han fallado. Con frecuencia esto es así, además porque pueden ser medicamentos peor tolerados, con más efectos adversos o una difícil dosificación. Y también más caros que el resto.

El problema surge cuando se malinterpreta el significado de “terapia de rescate”: no se trata de dejar para el último momento un medicamento concreto, sino de que cuando tengamos que utilizarlo se haga junto con otros que también sigan siendo activos. Si no hay más fármacos a los que se es sensible, el régimen de rescate será virtualmente una monoterapia del único activo, lo que tiene una utilidad temporal muy limitada: las nuevas resistencias no tardarán en emerger e inutilizar el rescate.

Un caso paradigmático ha sido y sigue siendo T-20 (enfuvirtida, Fuzeon). Este inhibidor de la fusión tiene buena eficacia, pero debe tomarse en combinación con otros antirretrovirales todavía activos, de lo contrario servirá de poco. Sin embargo, el hecho de que sea inyectable dos veces al día y de que provoque nódulos oscuros en la piel, que pueden llegar a ser dolorosos, ha limitado su aceptación. También el altísimo precio (unos 50 euros diarios) puede haber condicionado su prescripción. Pero la visión de que T-20 debe recetarse o tomarse sólo cuando no hay nada más es muy perjudicial para la estrategia terapéutica.

Ahora corremos el riesgo de que suceda lo mismo con tipranavir (TPV), un inhibidor de la proteasa en experimentación. TPV debe tomarse potenciado con ritonavir (RTV; Norvir) y parece ser activo frente a cepas resistentes a los IP ya conocidos.

No sabemos aún qué precio pedirá el fabricante Boehringer-Ingelheim (BI) por TVP, pero sí, gracias a los activistas portugeses del GAT, que en Portugal BI cobra en el acceso compasivo por “gastos administrativos” a los hospitales 26 euros al día por persona, y eso sin contar RTV. Es la mitad que el T-20, pero casi el doble que lopinavir/ritonavir (Kaletra; algo más de 14 euros diarios), de Abbott, su más directo competidor. Si 26 euros son “gastos administrativos” en Portugal, ¿cuál será el precio comercial final en España y cómo influirá eso en la percepción de en qué momento debe recetarse? ¿Habrá más comunidades autónomas que se plantearán cuestionar la disponibilidad de un ARV en su territorio, como está sucediendo en el País Vasco? (véase La Noticia del Día del 13/01/05).

Y lo más importante: ¿cuál será el precio que pagarán las personas con VIH por esta espiral de incrementos del coste de la factura farmacéutica de los antirretrovirales?

Comments:
Para já o preço a pagar por quem pricisa de usar este tipo de medicação e mesmo radical ou seija não a usa porque os hospitais não a adequirem
O que fazer quando este medicamento é a unica alternativa e os hospitais são o unico sitio aonde os medicamentos para o HIV são facultados aos doentes é que é a grande questão, a quem e de quem se pode pedir responsabilidade sobre o incomprimento de uma terapia ,quando a mesma não está ao alcanse do doente e do médico que faz a sua prescrição.Uma vez feita a prescrição por parte do médico assistemte fica o mesmo sem qualquer responsabilidade de o facto de o doente poder entrar em situação de risco de vida ,ficando assim a vida do doente a merce de um qualquer administrador hospitalar ,que de medecina nada entende e que possivelmente não está para abedicar de mordomias e gastos com cartões de crédito em prol de um qualquer doente que para ele não passa de mais um numero estatistico.Será possivel continuar a manter uma situação que devia depender unicamente dos especialistas médicos, refem de um qualquer administrador? Que esta situação é grave todos o sabemos ,agora respondam como se deve de agir quando o que está em causa é a nossa existencia ? Uma vez que aquilo que é posto em causa é a vida de alguem que como eu precisa de um medicamento ,até aonde é legitimo ou não por em causa a vida ? Infelizmente para mim pedir responsabilidades por homicidio por negligencia só pode ser pedido depois de ocorrerem casos de morte ;até quando se vai estar a espera?será legitimo esperar que alguem morra por causa de falta de medicamentos para se poder fazer algo que ponha cobro a esta situaçãao? até aonde levar o minha indignação afinal alguem está a por em risco a minha vida e como está no velho testamento «olho por olho dente por dente» será essa a unica forma de conseguir ver a situação desbloquiada atempadamente (antes de estar incapassitado)? Quando o que todos queremos é viver ,e deichar a quem de direito a responsabilidade de cuidar destes assuntos ,que fazer quando a Comissão Nacional de Luta Contra a Sida ,nem uma resposta se digna a dar ,afinal para que serve a CNLCS? qual o plano de irradicação da doença? só espero que esse plano não passe por irradicar(Extreminar)os doentes e com isso fazer baixar o orçamento dos hospitais e fazer com que sejamos um País com menos casos de SIDA ,pois pelo caminho que veijo só assim os nossos governantes alcanssarão os pertendidos NUMEROS
UM ABRAÇO E BEM AJAM
NUNO FERNANDES
 
Caro Nuno,
O GAT está neste momento a seguir de perto este caso escandaloso do acesso ao TPV (tipranavir) em Portugal. Estamos a falar diaramente com os hospitais e com a Boehringer em Portugal e ao nível internacional (por exemplo, em Espanha, os hospitais não devem pagar e têm quase 200 pessoas a receber TPV). Neste momento, só DUAS pessoas estão a receber o tipranavir através do programa de acesso "alargado" (sic) em Portugal. Nada mal para um acesso alargado...
Estimamos que entre 200 e 300 pessoas estão a precisar duma terapia de resgate (t-20 e tipranavir) em Portugal.
Pensamos que o problema não é só com os hospitais. Normalmente os hospitais não pagam para os medicamentos que ainda estão em fase de desenvolvimento e ainda não receberam a AIM (Autorização de Introdução no Mercado) como é o caso do tipranavir.
Mas a farmacêutica, Boehringer, e o INFARMED decidiram que neste caso os hospitais deviam pagar. Sabe-se lá porquê.
Daqui pouco iremos fazer baralho publicamente se não houver uma resolução rapidamente.
um abraço
 
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