terça-feira, outubro 10, 2006

Campanha quer tirar a SIDA da escuridão e apela ao teste

Lusa 04.10.06

Uma campanha de apelo ao teste da sida arranca sábado na televisão portuguesa com o objectivo de demonstrar que qualquer pessoa com um comportamento de risco pode ter o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) .

A campanha, hoje apresentada em Lisboa, resulta de um protocolo entre a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e o Alto Comissariado da Saúde e pretende alertar a população para a necessidade da realização dos testes da sida.

Os promotores da campanha justificam a iniciativa com os recentes resultados de um estudo, o qual demonstrou que 73 por cento dos adultos portugueses nunca realizaram o teste da sida e desconhecem, por isso, se estão ou não infectados.

A partir de sábado na televisão portuguesa, a campanha apresenta diálogos do dia-a-dia, através dos quais os promotores demonstram que "qualquer pessoa que tenha um comportamento de risco pode ter o VIH".

"Não vivas às escuras" é o nome da campanha que irá posteriormente contar com outdoors.

O Coordenador Nacional para a Infecção VIH/Sida, Henrique Barros, sublinhou que "o desconhecimento do estatuto serológico pela maior parte da população é preocupante, na medida em que manter-se às escuras, como refere a campanha, não só impede que as pessoas com VIH iniciem o tratamento mais rapidamente, como pode multiplicar o número de pessoas infectadas, pela falta de percepção do risco".
(...)
Realizado pela Marktest para a Coordenação Nacional para a Infecção VIH , o estudo sobre a sida em Portugal identificou quase metade dos inquiridos (47 por cento) que consideram que o teste deveria ser feito por toda a gente, enquanto 28 por cento considerava que devia ser feito apenas pelos indivíduos que pertencem a "grupos de risco".

Pouco mais de um quarto (27 por cento) dos inquiridos já realizou o teste do VIH. Destes, 47 por cento fê-lo por iniciativa própria, 40,9 por prescrição do médico. Os homens realizaram mais o teste por iniciativa própria (57,8 por cento) do que as mulheres (35,8 por cento).

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