sábado, outubro 13, 2007
Negado atraso da troca de seringas nas prisões

DN 25.09.07
O ministro da Justiça, Alberto Costa, e o Director-geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, negaram ontem o adiamento do projecto-piloto de troca de seringas nas prisões, apesar de esta não se ter começado a fazer ontem, como fora anunciado.
O programa piloto, com a duração de um ano, começou oficialmente ontem nas cadeias de Lisboa e Paços de Ferreira, mas em declarações ao Público o coordenador nacional do combate ao VIH/SIDA, Henrique Barros, explicou que o projecto só arrancou numa "vertente teórica", sendo necessário começar "devagar".
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Etiquetas: drugs, prevenção, Prisões
terça-feira, setembro 11, 2007
60 a 90 seringas distribuídas por ano e utilizador em Portugal
O programa troca de seringas entre os consumidores de droga distribui gratuitamente uma média de 60/90 seringas por ano por cada utilizador, o que os responsáveis da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida admitem ser manifestamente insuficiente.
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Troca de seringas nas prisões teria evitado 650 infecções por VIH
O programa de troca de seringas nas cadeias portuguesas teria evitado cerca de 650 novas infecções por VIH/sida em oito anos, caso tivesse sido aplicado entre 1993 e 2001, segundo dados hoje revelados em Lisboa.
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quarta-feira, agosto 15, 2007
Seringas a pedido do preso
Os ministros da Justiça, Alberto Costa, e da Saúde, Correia de Campos, já regulamentaram a distribuição de seringas pelos reclusos toxicodependentes. É o último passo para pôr em prática o Programa Específico de Troca de Seringas (PETS) em Meio Prisional, disse ao CM fonte do Ministério da Justiça.
Segundo o despacho conjunto, a que o CM teve acesso, o programa, que entrará em vigor a partir de Setembro, é aberto a “todos os reclusos, consumidores de drogas por via endovenosa, que voluntariamente queiram aderir”.
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sábado, agosto 11, 2007
Testes rápidos de droga
Oferecem testes rápidos de droga e podem ser encontrados em muitos dos festivais de música de Verão. O próximo é Paredes de Coura. A equipa do Check-in só quer dar informação pura e dura sobre consumo de drogas e sexualidade.
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Numa tenda cor-de-laranja com tecto branco e com testes rápidos de droga que dão alguma informação sobre a composição química do produto que se pretenda consumir, panfletos sobre várias substâncias psicoactivas, preservativos, palhinhas, borrifadores de água e outras ferramentas de apoio à festa.
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segunda-feira, julho 16, 2007
Drinks & Drugs


Uma apresentação interactiva da BBC sobre os efeitos das drogas e do álcool no corpo humano.
segunda-feira, julho 09, 2007
Telmo Correia acusa Carmona Rodrigues de "mentir" sobre salas de chuto

O Partido Populista insiste em trazer o tema polémico ao debate.
Lusa 08.07.07
| O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa Telmo Correia acusou o seu adversário Carmona Rodrigues de "mentir" sobre a criação de salas de chuto na capital. |
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domingo, julho 01, 2007
PEV quer saber se está prevista `sala de chuto` no Bairro do Aleixo
| O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) defende a instalação de uma sala de consumo assistido de droga, vulgarmente designada como `sala de chuto`, no Bairro do Aleixo, Porto, tendo questionado o Ministério da Saúde sobre essa possibilidade. |
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segunda-feira, junho 25, 2007
"A cannabis não é um problema de saúde pública preocupante"
A Europa mergulhou numa fase de silêncio em torno do problema das drogas, afirma Domingo Comas, sociólogo espanhol especialista em toxicodependência que esteve esta semana em Lisboa num congresso sobre o tema. Mais: o consumo de drogas é visto cada vez mais como tendo poucos riscos. Preocupante, na opinião do autor do livro Uso de Drogas na Juventude, é o facto de os sistemas de tratamento europeus estarem ainda centrados na heroína, estando-se longe de ter tratamentos eficazes para a dependência da cocaína.
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sexta-feira, junho 15, 2007
Ban Ki-moon sobre utilizadores de drogas
Drug abuse is a problem that can be prevented, treated and controlled. While efforts must be stepped up to reduce supply -- by helping growers of illicit crops find viable licit alternatives, and ensuring that law enforcement agencies continue their good work in seizing drugs -- the greatest challenge in global drug control is reducing demand. With less demand, there would be less need for supply, and fewer incentives for criminals to traffic drugs.
Combating drug abuse is a collective effort. It requires political leadership and sufficient resources -- particularly for more and better treatment facilities. It requires the engagement of parents and teachers, as well as health care and social workers. It requires the media and criminal justice officials to play their part.
All walks of life must join forces and devote special attention to the vulnerable: to those who are vulnerable to taking drugs because of their personal or family situation, and to those who are vulnerable because they take drugs. Our mission is to enable them to take control of their lives, rather than allowing their lives to be controlled by drugs. That means giving young people sound guidance, employment opportunities, and the chance to be involved in activities that help organize life and give it meaning and value. It means supporting parents' efforts to provide love and leadership. It means reaching out to marginalized groups and ensuring they receive the care they need to cope with behavioural, psychological or medical problems. It means providing reasons to hope.
For those who are grappling with addiction, effective treatment is essential. Drug abuse is a disease that must be treated on the basis of evidence, not ideology. I urge Member States to devote more attention to early detection; to do more to prevent the spread of disease -- particularly HIV and hepatitis -- through drug use; to treat all forms of addiction; and to integrate drug treatment into the mainstream of public health and social services.
Drug abuse brings anguish and torment to individuals and their loved ones. It eats away at the fabric of the human being, of the family, of society. It is a subject all of us must take personally. On this International Day against Drug Abuse and Illicit Trafficking, let us ensure there is no place for drugs in our lives or our communities.
Etiquetas: drugs
terça-feira, junho 05, 2007
Há também o reverso da medalha
Could recreational drugs have health benefits?
Illicit highs wreck lives - but scientists are discovering they could also treat conditions from depression to strokes and cancer.
They cause widespread misery and suffering, as well as mental and physical illnesses, and they destroy thousands of lives, but recreational drugs may have health benefits.
Research is increasingly showing that drugs may be able to help some patients with conditions as diverse as arthritis, cancer, and Parkinson's, to chronic pain, headaches, and heartburn.
Some, like cannabis, were used as medicine for centuries before they became illegal, and have been investigated as potential therapies for many disorders, but newer drugs, such as ecstasy and LSD, are also being investigated.
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Etiquetas: drugs
Negrão contra salas de injecção assistida
Fernando Negrão mostrou-se, este sábado, contra a instalação de "salas de chuto" em Lisboa, por considerar que existem alternativas, em resposta a uma solicitação de Telmo Correia, que destacou as diferenças de posições sobre o tema dentro da lista do PSD.
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sábado, junho 02, 2007
Telmo Correia desafia PSD a esclarecer posição sobre salas de chuto
CDS-Peixeirada & Populismo em acção...
Público 02.06.07
O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia, desafiou hoje Fernando Negrão (PSD) a esclarecer a sua posição sobre a instalação de salas de injecção assistidas em bairros residenciais, que considera ilegais."O CDS é contra as chamadas salas de chuto e particularmente contra a sua instalação em bairros residenciais já de si problemáticos", afirmou Telmo Correia, numa visita ao Bairro do Charquinho, em Benfica.
Telmo Correia lembrou que foi Sérgio Lipari, então vereador de Carmona Rodrigues, que propôs a instalação destas salas de injecção assistidas na Quinta do Lavrado, na freguesia de São João, e no bairro do Charquinho, onde funcionam gabinetes de apoio aos toxicodependentes (GAT).
Estas instalações foram aprovadas em reunião de câmara de 30 de Novembro com os votos favoráveis do PSD, do PS e do Bloco de Esquerda (BE), a abstenção do PCP e os votos contra do CDS-PP.
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sexta-feira, junho 01, 2007
Portugal apoia a legalização do ópio afegão
Portugal poderá vir a apoiar a legalização da cultura da papoila e a produção de ópio no Afeganistão no âmbito da luta que a NATO desenvolve contra os talibãs que ameaçam o regime do Presidente Ahmid Karzai. E que, aparentemente, estão a recorrer ao narcotráfico para financiarem a sua insurreição, criando, em simultâneo, uma teia de protecções e de cumplicidades com os agricultores afegãos que dependem dessa cultura para sobreviverem.
Se a opção pela legalização da cultura da papoila vier a ser adoptada, o ópio afegão passaria a ser canalizado para a produção de analgésicos (pain killers), cuja composição assenta naquela substância (opiáceos), abastecendo um mercado mundial que é deficitário e que pratica um nível de preços que é demasiado penalizador para os países do Terceiro Mundo. Ao ponto de nos hospitais de Cabul ser quase impossível encontrar a morfina ou a codeína que permitiria aliviar a dor dos doentes que ali se encontram internados.
Esta medida, que já foi proposta pelo Senlis Council, um think tank sediado em Paris, permitiria introduzir igualmente alguns mecanismos de controlo sobre a cultura da papoila no Afeganistão, limitando a produção de ópio e evitando que o combate ao narcotráfico continue a empurrar os agricultores afegãos para os braços dos talibãs.
Como tem vindo a suceder nos últimos cinco anos, período ao longo do qual a produção de ópio no Afeganistão subiu 32 vezes. Exemplo disso são os números citados pelos sucessivos relatórios da ONU, que deixam bem clara a forma como os agricultores e os narcotraficantes afegãos aproveitaram o caos que se seguiu à intervenção dos EUA no país e que lhes permitiu contornar muito rapidamente as medidas repressivas decretadas pelo regime talibã. Das escassas 185 toneladas de ópio que produzia em 2001, o Afeganistão passou para as 6100 toneladas registadas em 2006. Sendo que a expectativa para este ano, quando a época das colheitas ainda vai a meio, revela que a produção afegã deverá voltar a bater todas as fasquias, denunciando o fracasso das políticas erradicação da cultura da papoila lançadas por Cabul.
A posição de Lisboa, que é anterior à recente transferência de uma companhia de comandos portugueses para a província de Kandahar, uma das regiões mais perigosas do Afeganistão, é, tanto quanto o DN apurou, idêntica às medidas que Itália, Canadá, Alemanha e Reino Unido poderão vir também a defender publicamente, ainda que elas esbarrem na intransigência dos EUA.
Resta saber o que dirá o Paquistão e, em particular, o próprio Afeganistão, onde começam a surgir também alguns sinais que vão ao encontro da proposta formulada pelo Senlis Council. Seja como for, o facto é que o ópio do Afeganistão, que, neste momento, representa cerca de 90% da produção mundial, tende a crescer ainda mais, ocupando já 165 mil hectares de terra arável no país. O que contrasta com os escassos 7600 hectares de papoila que existiam em 2001, meses antes de os EUA terem passado à acção, derrubando o regime talibã que servia de anfitrião a Ben Laden e à Al-Qaeda.
Sem que as novas autoridades do Afeganistão e a comunidade internacional que as sustentam tenham conseguido oferecer grandes alternativas de rendimento aos agricultores afegãos, que há séculos se dedicam à cultura da papoila e à produção de ópio, ganhando hoje dez vezes com o abastecimento dos narcotraficantes do que ganhariam se produzissem milho ou frutas.
Caso ainda persistissem dúvidas sobre a relação entre a produção de ópio afegã, o narcotráfico e a insurreição talibã, um estudo recente da Jamestown Foundation encarregar-se-ia de as desfazer. Nesse estudo, o think tank norte-americano demonstra que dois terços das baixas que a NATO sofreu até agora no Afeganistão ocorreram em províncias que são responsáveis pela produção de 62% do ópio afegão.
O que ajuda a perceber também as razões por que Helmand e Kandahar - duas províncias que em conjunto representam 54% do ópio que se produz no Afeganistão - são dois dos lugares mais inóspitos e perigosos para as forças da NATO.
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sexta-feira, maio 25, 2007
Entrevista com Luís Mendão sobre Hepatite C
“I’m not a medical anecdotal case. There is a large group of HCV patients in urgent need of new drugs, more efficient and with less adverse side effects”
Peter: Luis, you talked in one of the mayor sessions on Hepatitis C prevention, treatment and living with HCV (hepatitis C Virus). You have been chosen to talk about this subject: what is your personal background?
Luis: My name is Luís Mendão, I am Portuguese, 48 years old, retired.
In 1996 I was diagnosed with stage C3 AIDS, with 2 CD4 cells, a viral load of over 500 000 and multiple opportunistic infections (CMV retinitis, PCP, etc.). Today I have an undetectable viral load for HIV and 800 CD4 cells.
In 1996 I was also diagnosed with hepatitis C, 1a genotype with a viral load of 6 millions. I smoke (a lot) but I do not drink alcohol.
In 2002, after a liver biopsy showed grade 4 fibrosis, I took pegylated interferon and ribavirin for 12 weeks with no results whatsoever but with serious side effects.
I have no credible treatment options at present for hepatitis C. My death risk from liver disease progression is much higher than from AIDS.
I would like to point out that I’m not a medical anecdotal case. There is a large group of HCV patients in urgent need of new drugs, more efficient and with less adverse side effects.
Peter: how did you get involved into community work on HIV and hepatitis C?
Luis: My social commitment begun with the student movement against the Portuguese fascist regime. During the eighties we started a group aiming at drug policy reform (later the NGO Soma-APA) in which I’m still involved. I currently work as a volunteer with the community patients based organisations GAT on HIV/AIDS issues and with SOShepatites, both organisations are based in
Peter: What is the benefit of community involvment? Why is it important that people living eth the disease speak up?
Luis: Well, I tend to dislike speaking about my personal life. But I do recognise the importance of personal testimonies. It is very important that people living with the disease are taking the opportunity to talk about themselves and to presen some of the concerns and proposals from the community of affected and infected HCV people.
I very much believe that we must be part not only of the problem but of the solution as well.
I am convinced that the meaningful involvement of People Living with HCV is crucial.
Peter: how should this involvment look like? And why is it crucial?
Luis: Our involvment should include all levels of public health policies and programs to tackle down the incidence and to control the epidemic. Our integration as peers should involve program planning, designing, implementation, program monitoring and evaluation.
How crucial the involvment of people living with the disease is obvious when we look at the self help structures created by people living with HIV/Aids in many European countries. In comparison the Hepatitis C movement seems me to be way behind of this.
I would like to commend WHO-Europe for being, in recent years, an example for including patient representatives in their work. For us this is very empowering.
Peter: this does have a lot to do with health policies …
Luis: Sure. Living in
Peter: What are currently the main obstacles people Living with Hepatitis face? What exactly should be done?
Luis: There is a lack of political leadership to put Hepatitis C on the public agenda. We have to raise awareness in the societies. We need a global European Commission Strategy to fight hepatitis in the European Union and neighbouring countries. This strategy has to be evidence based, using the best scientific knowledge in epidemiology, public health, behaviour and treatments. Again, Civil Society and community has to be included - because we have meaningful knowledge, our expertise based on living with the disease is of high value, nobody else possesses this experience.
Public powers, who ignore the best knowledge available in defining public policies when addressing existing problems, will fail to deliver good governance answers.
Peter: Are there gaps in research?
Luis: It is crucial to plan and fund research to answer the knowledge gaps we have in transmission, in treatment for people using drugs. We need more research for treatments for people using drugs, to explore side effects etc. There is little known about side effects with intravenous cocaine and amphetamine like use, etc.
Peter: HCV Infection rates among active intravenous drug users are very high. Some sources estimate 80–95%. What about treatment for drug users?
Luis: We have to provide full access to hepatitis care and treatment for all those in need without discrimination. This of course includes people using drugs. In reality, people using drugs are very often excluded in treatment programs. There are many wrong assumptions and prejudices about the possibility to treatment people using drugs “on the marked”. Doctors and health personnel believe that their compliance rate would be insufficient etc. Results of studies indicate clearly that this is not the case if people using drugs are enrolled in drug treatment programs and in contact with health workers without judgemental attitudes.
Peter: what about prevention activities among people using drugs?
Luis: we have to be aware of the fact that, unlike other viral hepatitis forms, we don’t have a vaccine for HCV. Re-infection is always possible. The vast majority of incidence of infections with HCV is now acquired trough injection drug use unsafe practices. We have to train people how to prevent HCV. Needle and syringe exchange programmes are very much needed, especially in places where many people are living with the disease, for example in prisons. But I am not an expert on this.
Peter: Why don’t you focus on hepatitis C and drug use?
Luis: (laughing) … many, in the community I represent, firmly believe that the use of addictive and psychotropic substances exists and always did exist in all human societies. That prohibition and criminalisation of the use or abuse of illicit drugs not only didn’t eradicate production, trade and use but did lead to the growth of a huge, criminal black market, harming democracy, economies, justice systems and public and individual health. The fact that people using drugs are often excluded from hepatitis treatment correlates with their criminalisation, and, to go further: it might be one aspect of it.
We believe that together with efficient prevention of drug use campaigns, providing universal access to drug addiction treatments, our societies must also learn how to live with drugs in a less harmful way.
Peter: what else needs to be addressed to get universal access to prevention and treatment in order to tackle down the HCV epidemic?
Luis: Interventions of primary prevention directed to IDUs in situation of vulnerability are fundamental to the reduction of HCV transmission rates. These programs must answer the specific needs of the people they are directed at, they should not be judgemental and integrate Harm reduction services.
People using drugs need complete and rigorous information about the use of injectable drugs, on how to avoid contracting the virus and must make adequate means of prevention available (complete injecting paraphernalia and information for use). For these populations, we must not mix dissuasion campaigns about drug use with HCV transmission prevention messages.
Again, the message must be clear, not moralistic and provide information on how not to get infected.
Campaigns, programs and interventions should not contribute to a rise in discrimination, stigmatisation and marginalization of the people they are aimed at. They must have the exact opposite effect to be effective. Lack of coverage in syringe distribution, rationing, incomplete injection paraphernalia are having devastating effect on hepatitis C incidence. We see this on the high infection rates at places where low threshold interventions don’t exist and programs are based misbelieves on IDUs.
Interview by Peter Wiessner from EATG
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sexta-feira, maio 18, 2007
Polícia com 'kit' para condutores com drogas
Dois anos depois de terem sido anunciados os kits de despistagem de substâncias psicotrópicas (canabinóides, cocaína e seus metabilitos, opiáceos e anfetaminas e derivados) estão finalmente regulamentados e vão passar a ser utilizados pelas forças de segurança.
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quinta-feira, maio 17, 2007
Pioneiro holandês apadrinha associação portuguesa de consumidores
| O pioneiro dos programas de troca de seringas para toxicodependentes, o holandês Theo van Dam, apadrinhou hoje no Porto os primeiros passos para a criação de uma associação portuguesa de defesa dos consumidores de droga. |
Theo van Dam é membro da Junkiebond, a associação holandesa de utilizadores de droga que em 1984 implementou o primeiro programa de troca de seringas.
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domingo, maio 13, 2007
Linha para dependentes de droga passará a ser paga
A Linha Vida (14 14), um serviço que faz aconselhamento telefónico gratuito e confidencial a consumidores de droga, deverá passar a ser paga. O cenário é admitido pelo presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, justificando este pagamento como a solução para os 80% de chamadas de brincadeira atendidas pelo serviço.
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domingo, abril 22, 2007
Hospitais do Centro envolvidos no Programa Klotho
A referenciação bidireccional dos utilizadores de drogas entre os hospitais da região centro e os CAT será a partir de agora mais estruturada e sistemática, depois do protocolo de colaboração estratégica assinado entre a ARS centro e o IDT, no âmbito do Programa Klotho que está a ser implementado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida em todo o país.
O programa pretende a generalização do aconselhamento e detecção precoce do VIH através de testes rápidos e encaminhamento para hospitais de referência e serviços sociais aos utentes dos CAT, pelo que as unidades do IDT contam agora com recursos hospitalares para a referenciação e acesso ao tratamento adequado aos utentes com diagnóstico positivo.
O protocolo de colaboração estratégica na região centro abrange seis unidades hospitalares: Hospital Infante D. Pedro (Aveiro); Centro Hospitalar da Cova da Beira; Hospitais da Universidade de Coimbra; Centro Hospitalar de Coimbra; Centro Hospitalar das Caldas da Rainha; Hospital S. Teotónio (Viseu).
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quarta-feira, abril 11, 2007
Marcha Global da Marijuana de Lisboa
Manifesto MGM Lisboa
A Marcha Global da Marijuana é uma iniciativa internacional, pacífica, que tem lugar em várias cidades do planeta em simultâneo, sempre no primeiro sábado do mês de Maio. O objectivo desta marcha é chamar a atenção dos governos, dos decisores políticos e das instituições relacionadas com as drogas e a toxicodependência em concreto, e da sociedade civil em geral, para a problemática e o falhanço da proibição na sua missão de reduzir o consumo, o tráfico de drogas e o crime associado e para a necessidade urgente de uma legalização/normalização da Canábis, planeada e baseada na realidade e em factos científicos.
Não sendo inócua, a Canábis é certamente uma das drogas conhecidas mais seguras. Os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade.
Mesmo considerando o seu consumo prejudicial, tal não é razão para a ilegalização da substância e respectiva penalização dos consumidores. É uma questão de direitos humanos. As pessoas devem ter o direito de optar consciente e informadamente por consumir, mesmo que isso não seja benéfico para elas. Consumir ou não, deve ser uma escolha pessoal e não uma imposição legal.
A proibição não é do interesse público. Põe em risco a saúde pública, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos. Os maiores riscos para o consumidor e para a sociedade não existiriam se não existisse a proibição. O consumo não gera violência e criminalidade nem ameaça a saúde pública, a proibição sim.
A proibição inibe a investigação e o acesso a um recurso com inúmeras utilizações benéficas. Desde a medicina à alimentação, passando pela produção de fibra, pasta de papel, energias alternativas (biomassa; bioetanol) e, claro, o uso relaxante e recreativo (uma alternativa menos prejudicial que o álcool, por exemplo). Existem tantas utilizações com grandes vantagens sociais e económicas que é incompreensível, e até absurdo, que se mantenha a proibição de uma planta com tamanho potencial.
A legalização é um passo muito importante que beneficiará as pessoas, a sociedade e o ambiente.
A experiência mostra-nos que o uso recreativo de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.
Os nossos objectivos são:
· - A legalização da Canábis e das suas utilizações .
· - A despenalização do uso da Canábis. Acabar com todas as penalizações, criminais ou quaisquer outras, pela utilização social ou privada, incluindo o uso recreativo ou relaxante, o uso sacramental, religioso ou em rituais de outra natureza.
·-- Legalizar e regulamentar modos de obtenção de Canábis / Marijuana como o cultivo ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
·-- Encorajar o estudo e a pesquisa , públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis sativa L., incluindo o uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas são:
·-- Remoção da Canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
·-- Despenalização da posse, cultivo e uso de Canábis e de todos os produtos derivados desta planta.
·-- Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de Canábis para a produção de energia renovável (biomassa; bioetanol; biodiesel) e para a produção de fibra e pasta de papel.
·-- Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de Canábis seja permitido.
·-- Criação de regulamentação para o fornecimento e obtenção legal de Canábis.
·-- Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de Canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou de melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron e muitos outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
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