quarta-feira, novembro 21, 2007
Medicamentos fora dos hospitais vão custar o mesmo
Público 16.11.07
Os medicamentos oncológicos e anti-retrovirais continuarão a ser dispensados gratuitamente fora das farmácias hospitalares, uma vez que o Estado suportará as margens de lucro associadas ao armazenamento e à distribuição, segundo fonte oficial.
Na terça-feira, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) alertou para um acréscimo ao preço base deste tipo de medicamentos, até agora apenas distribuídos nas farmácias dos hospitais, devido aos 27 por cento da margem de lucro e ao IVA cobrados quando um medicamento é dispensado numa farmácia de rua.
A entrega de medicamentos nas farmácias para a infecção HIV, artrite reumatóide ou cancro está prevista para "dentro de alguns meses", confirmaram o ministro da Saúde, Correia de Campos, e o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), Vasco Maria, durante um colóquio recente no Parlamento.
sexta-feira, novembro 02, 2007
Medicamentos para cancro e sida em breve nas farmácias
Diario de um Ser Positivo 29.10.07
O Infarmed anunciou que fármacos poderão ser dispensados nos próximos mesesAs farmácias vão passar a vender medicamentos para o cancro e para a sida, revelou o Infarmed. Até agora, só os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibilizavam estes fármacos. Embora prevista, a medida divide opiniões - ora agrada, ora continua a levantar vozes de discórdia.É uma promessa antiga assumida pelo Governo e subscrita no «Compromisso com a Saúde» - tendo em vista a liberalização da propriedade das farmácias e a melhoria do acesso dos cidadãos aos medicamentos – assinado, dia 26 de Maio de 2006, entre a tutela e a Associação Nacional de Farmácias (ANF).
Esta semana, finalmente, chegou a garantia de que o processo se encontra “em fase avançada”.De acordo com o «Diário Económico» o anúncio foi feito pelo presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Vasco Maria, depois de o ministro da Saúde ter asseverado que o processo de venda destes medicamentos fora dos hospitais está avançado.“Está em fase adiantada a preparação da dispensa pelas farmácias de fármacos para o cancro e sida”, disse Correia de Campos, levando o presidente do Infarmed a revelar que “os medicamentos chegam às farmácias nos próximos meses.”
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sábado, outubro 13, 2007
Uganda abre a sua fábrica de anti-retrovirais
O Uganda vai passar a ter a sua própria fábrica de medicamentos para combater o HIV e a malária, reduzindo, assim, os custos de importação de produtos tão importantes para a sobrevivência como os anti-retrovirais.
"Os ugandeses terão acesso ao fornecimento permanente de medicação e também, esperamos, a preços muito mais baratos, porque eliminamos o elemento do transporte e da manufactura noutros países", disse ontem o ministro da Saúde do Uganda, Stephen Malinga, à BBC.
Os medicamentos de fabrico local estarão disponíveis já em Janeiro, segundo o responsável ugandês, sendo produzidos pelo importador nacional Quality Chemicals e pela companhia farmacêutica indiana Cipla, um dos maiores produtores mundiais de genéricos.
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sábado, agosto 11, 2007
Marcador-chave do sistema imunitário pode voltar ao normal se terapia for prolongada
| As pessoas que reagem bem aos tratamentos antiretrovirais contra a SIDA podem ver um marcador-chave do sistema imunitário voltar ao normal, se a triterapia se prolongar o suficiente, indica um estudo hoje publicado na revista médica The Lancet. |
O estudo do cenário óptimo incidiu sobre 1.835 pacientes seropositivos incluídos no abrangente estudo europeu EuroSida (14.262 pacientes) que tinham iniciado uma triterapia e estavam a regiar bem ao tratamento, já que a quantidade de vírus no sangue (carga viral) desceu abaixo do limite de 50 vírus por mililitro de sangue.
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Zâmbia: Clinton ajuda na luta contra a sida
Bill Clinton afirmou este fim-de-semana, durante uma viagem de um dia à Zâmbia, que os medicamentos baratos contra a sida não são uma bala mágica para pôr fim à epidemia, e que os governos se deviam concentrar mais nas infra-estruturas globais de cuidados médicos. "A existência de medicamentos a preços acessíveis não será, em breve, um problema para ninguém", estimou o ex-Presidente norte-americano, actualmente mais preocupado com a falta de cuidados médicos gerais em vastas zonas do Planeta.
"Será muito cruel se as pessoas continuarem a morrer por causa de falta de cuidados de saúde adequados em zonas rurais", afirmou por ocasião da abertura de um novo armazém de distribuição de medicamentos, em Lusaca, financiado pela sua fundação.
Desde que abandonou o cargo de Presidente dos EUA, em 2001, Clinton tem usado o prestígio de que goza internacionalmente para negociar anti-retrovirais mais baratos para as vítimas da doença que vivem em países pobres do continente africano e asiático. A Zâmbia conseguiu, nos últimos anos, começar a dar anti-retrovirais a mais de 93 mil pessoas com sida, com a ajuda dos Estados Unidos e de outros parceiros internacionais.
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quarta-feira, julho 18, 2007
TMC 125 na FDA
New Drug Application for Investigational HIV Treatment TMC125 Submitted to U.S. Food and Drug Administration
The submission is based on the 24-week efficacy and safety results of two Phase III randomized, placebo-controlled studies, known as DUET-1 and DUET-2, which studied the use of TMC125 in combination with other antiretroviral agents in adult treatment-experienced HIV-1 patients with documented resistance to NNRTIs and protease inhibitors. Data from these studies were published in the
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quarta-feira, junho 06, 2007
Esclerose múltipla deve beneficiar de financiamento similar ao da sida
A esclerose múltipla deve beneficiar de financiamento público similar ao adoptado para os doentes com VIH/Sida, defendeu hoje o presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), Álvaro Almeida.
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É por isso que a ERS propõe que o tratamento da esclerose múltipla seja financiado, tal como o da sida, em que os hospitais recebem "um valor fixo por cada doente", explica Álvaro Almeida.
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terça-feira, junho 05, 2007
Hospitais gastaram quase 250 milhões em medicamentos nos primeiros 4 meses do ano
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde gastaram quase 250 milhões de euros em medicamentos nos primeiros quatro meses do ano, tendo-se registado em Abril um decréscimo de 11,3 por cento no consumo, segundo dados divulgados hoje pelo Infarmed.
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quarta-feira, maio 30, 2007
Brasil oferece fábrica a Moçambique
Brazil offers drug factory to AIDS-ravaged Mozambique
Tue May 29, 5:57 AM ET REUTERS
Brazil has offered to build a $23 million pharmaceutical plant in Mozambique that will provide drugs to treat HIV/AIDS, malaria and other diseases, Mozambique's national newspaper said on Tuesday.
Brazil, a leading pharmaceutical manufacturer, will monitor quality and transfer technology to the proposed plant, which would produce a range of drugs, including generic antiretroviral drugs (ARVs) to fight HIV/AIDS, Noticias reported.
The plan was presented to the Mozambique government by Brazil's ambassador in the southern African nation.
Mozambique, one of the poorest nations on the continent, is struggling to find the money to rebuild its dilapidated health-care system, which was neglected during a 17-year civil war that ended in 1992.
The former Portuguese colony has been hard hit by the AIDS epidemic, with an estimated 1.6 million of its 18 million people infected with HIV. Only a fraction of those requiring ARVs are on treatment, with most of the drugs imported from India.
The offer to build the pharmaceutical plant was first raised by Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva during his 2004 official visit to Mozambique. Lula said he wanted drugs from the plant to be available to other African nations as well.
Brazil claims the use of generic anti-retrovirals has cut its AIDS mortality rate in half.
Mozambican Health Minister Ivo Garrido said the government would decide next month whether to approve the Brazilian proposal. "We will have to study it
very carefully," he was quoted as saying by Noticias.Etiquetas: ARVs, Brasil, Moçambique
domingo, maio 13, 2007
Petição Brasil - Efavirenze
Petição Apoio Licença Compulsória
As organizações abaixo assinadas vem externar seu apoio e reconhecimento à emissão da licença compulsória no Brasil do medicamento Efavirenze, cujas patentes pertencem a transnacional farmacêutica Merck, Sharp & Dohme. Trata-se de uma decisão histórica e pioneira na América Latina e deve-se também a um forte processo de mobilização social de resistência aos abusos cometidos pelas transnacionais, amparadas pelo atual sistema de proteção intelectual. A licença compulsória do medicamento permite a produção de versões genéricas a preços mais acessíveis, ampliando o acesso da população e diminuindo o impacto causado pelos monopólios patentários das empresas.
Ressaltamos a legalidade e a legitimidade do instrumento utilizado, tanto na legislação nacional, quanto nos acordos internacionais de comércio. A propriedade intelectual não impacta somente a saúde pública, mas também a segurança e soberania alimentar, a biodiversidade, a manutenção da cultura dos povos, o acesso à informação e o direito à comunicação. As emissões das recentes licenças para medicamentos essenciais patenteados no Brasil e na Tailândia, reforçam a ideia de que o actual modelo de protecção do conhecimento, estabelecido pela OMC, não serve aos nossos países e aos nossos povos.
Somos enfáticos em afirmar que um sistema que aprofunda a divisão entre países ricos e pobres e entre produtores e consumidores de bens tecnológicos, não é um sistema justo nem viável. O conjunto de nossas assinaturas demonstra que estamos unidos no apoio a medida tomada pelo governo brasileiro e na crítica à naturalização da inserção do conhecimento no rol das mercadorias.
Rede Brasileira pela Integração dos Povos (REBRIP)
E-mail: clarisse@rebrip.org.br
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350 mil precisam urgentemente de ARVs em Moçambique
Agência Aids 10.05.07
O jornal Mail & Guardian, da África do Sul, divulgou que mais de 350 mil pessoas vivendo com HIV/Aids precisam de tratamento anti-retroviral em Moçambique, mas apenas uma parte deles está realmente recebendo os medicamentos.
O coordenador do Movimento de Acesso ao Tratamento Anti-retroviral (MATRAM), Cesar Mufanequico, falou à Rádio Moçambique que apenas 53 mil seropositivos recebem os remédios, de um total estimado de 1,4 milhão infectados. Ele contou que a expectativa do governo era aumentar o número de tratamentos para 90 mil no final de 2006. O UNAIDS estima que, pelo menos, 230 mil portadores do vírus precisam das drogas anti-retrovirais em todo o país.
O governo moçambicano espera receber este ano mais de US$ 300 milhões do Fundo Global de Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária, do Banco Mundial e da Fundação Clinton. Em setembro de 2006, o governo norte-americano, por meio do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da Aids (PEPFAR), doou US$ 94 milhões em resposta ao apelo de ajuda contra a Aids de Moçambique.
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Clinton anuncia ARVs mais baratos
O ex-presidente americano Bill Clinton anunciou na terça-feira, 8, acordos com empresas farmacêuticas que permitirão que 66 países em desenvolvimento contem com 16 tipos de remédios contra a aids a preços baixos. "Cerca de sete milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento precisam de tratamento para o HIV/Aids e nós estamos tentando suprir estas necessidades com os melhores remédios disponíveis a um preço acessível", declarou Clinton em um ato em Nova York.
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terça-feira, maio 08, 2007
De 30 comprimidos para um em apenas sete anos
Há sete anos, um doente com HIV/sida em tratamento antiretroviral chegava a tomar mais de 30 comprimidos diários para controlar a replicação do vírus. Hoje, a evolução das terapias reduziram este número para duas cápsulas e, durante este ano, deverá surgir um novo remédio que implica apenas uma toma.
Para Ricardo Camacho, médico especialista em HIV, esta tem sido uma das grandes evoluções no combate à doença. Até porque uma das dificuldades para tratar estes pacientes é a adesão à terapêutica - quanto mais medicamentos têm de tomar, mais difícil é o cumprimento da medicação. Mesmo assim, o médico sublinha que, em Portugal, a adesão tem vindo a subir desde 2001, de acordo com um estudo recente do qual é um dos autores. "Ao contrário do que se pensa, os níveis actuais de adesão estão ao nível dos grandes hospitais pela Europa", afirma o especialista do centro de virologia do Hospital Egas Moniz.
Para este ano, há três inovações esperadas no tratamento, com a introdução de novos fármacos de classes terapêuticas diferentes daqueles que existem actualmente no mercado.
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Mineral selénio pode melhorar vida de infectados com VIH
Custa apenas dez euros por mês, mas pode melhorar significativamente a vida dos doentes com HIV/sida que estão em tratamento. Um estudo da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, concluiu que a simples toma de um suplemento mineral, o selénio, atrasa a progressão da doença e diminui a carga viral nestes pacientes. Uma ajuda que tem a grande vantagem de ser fácil e barata, em doentes cujo tratamento tem um preço muito alto.
Publicado na revista de especialidade Archives of Internal Medicine, o estudo realizou-se em 174 doentes a receber tratamentos anti-retrovirais. Ao longo de nove meses, 91 deles tomaram uma cápsula de 200 microgramas de selénio, enquanto outros 83 receberam apenas placebo. Os resultados mostram que os primeiros apresentavam uma carga viral mais reduzida e um maior número CD4 - as células de defesa do organismo contra a infecção. "Este é um modo simples, barato e seguro de potenciar a terapêutica", afirma um dos autores da investigação, Barry Hurwitz, "face aos desafios decorrentes do uso das terapias farmacológicas convencionais para reduzir e manter estável a carga viral". Os resultados não foram tão promissores nos doentes com problemas digestivos sujeitos. Um dos efeitos comuns dos anti-retrovirais é a diarreia crónica, que impede a absorção do selénio.
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segunda-feira, abril 30, 2007
Novas bulas
Invirase INN: saquinavir (Rev. 21)
Kaletra INN: lopinavir (+Ritonavir) (Rev. 9)
Reyataz INN: atazanavir - (Rev. 6)
| 11/04/07 | EMEA Human Scientific Committees Working Party with Patients' and Consumers' Organisations(PCWP) Meeting Report from the December 2006 meeting |
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Recomendações Portuguesas para o Tratamento da Infecção VIH/SIDA
As Recomendações Portuguesas para o Tratamento da Infecção VIH/SIDA estão disponíveis no site www.sida.pt, estando em fase de discussão pública até ao dia 15 de Maio de 2007.
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AZT genérico produzido em Portugal
Depois do Brasil e da Índia, Portugal vai ser o quarto país no mundo a
produzir o medicamento genérico do AZT, o primeiro medicamento usado para
tratar doentes de sida.
Durante muitos anos o AZT foi o único medicamento para tratar doentes de
sida. Em Portugal, a empresa que o fabrica [GSK] perdeu este ano a patente. Ou
seja, o direito exclusivo de produzir e comercializar este importante
antiretroviral.
A empresa que o vai fabricar, vai ser a Generis, a maior produtora de
genéricos de Portugal e agrada à maioria dos médicos e especialistas que
tratam pessoas infectadas com o VIH.
O AZT é o fármaco mais antigo contra o VIH, mas ainda é usado em combinação
com outros mais recentes e mais eficazes e também muito mais caros. Aliás, a
sida é uma das áreas onde os medicamentos têm os preços mais elevados,
principalmente porque a investigação do antivírus da sida implica tecnologia
avançada e demora muitos anos.
Do mar podem vir novos fármacos
E se lhe dissessem que o primeiro medicamento contra o vírus da sida, na década de 80, veio do mar? Acredite, que é verdade.
O AZT, ou zidovudina, veio de uma esponja marinha das Caraíbas, a Tethya crypta. E o desejo dos cientistas é que do mar venham muitas mais moléculas capazes de vencer doenças como o cancro ou infecções por vírus e bactérias. Detentoras de moléculas raras na natureza, que repelem qualquer predador mais afoito, as lesmas-do-mar estão entre os candidatos ideais para essa procura.
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domingo, abril 22, 2007
Descoberta proteína no sangue que combate o vírus da Sida
A solução para o controlo do vírus HIV pode estar no sangue dos próprios infectados, segundo um estudo da Universidade de Ulm, na Alemanha. A descoberta baseia-se numa proteína que, ao unir-se ao agente infeccioso, impede que se propague aos linfócitos.
A longo prazo, poderá ser desenvolvido um tratamento ou um fármaco que estimule a produção do péptido, que, tratando-se de uma proteína humana, tem a vantagem de praticamente não se verificarem os efeitos secundários agressivos que se registam com os anti virais administrados na actualidade.
Por outro lado, como o péptido actua, bloqueando o vírus e impedindo que este afecte os glóbulos brancos, abre-se uma nova linha terapêutica, que serviria para tratar os casos em que o HIV se tornou resistente aos medicamentos existentes.
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Para ler a notícia em pormenor, consulte o site da BBC News,
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Óleo de peixe reduz níveis de triglicéridos

Agência Aids 14.04.07
Diversos anti-retrovirais podem elevar os níveis de lipídeos no sangue, o que pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Conseqüentemente, os investigadores têm testado várias terapêuticas de forma a controlar o aumento dos triglicérides e do colesterol.
A edição de 1 de Março de 2007 do Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes, relatou que investigadores franceses conduziram um ensaio prospectivo, duplamente cego, para estudar o efeito dos ácidos gordos polinsaturados N-3 – habitualmente conhecidos por ácidos gordos ómega 3 – presentes no óleo de peixe.
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Etiquetas: ARVs